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| Copom Banco CentralFoto: Charles Sholl/Futura Press/Folhapress |
Ao reduzir a taxa de juros, a tendência é de que
o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo,
afrouxando o controle da inflação
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC)
reduziu a taxa de juros, para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17), uma
queda de 0,25 ponto percentual em relação ao patamar anterior de 14,50%. “O
Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração
da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% ao ano”,
disse o Copom.
Nesta Superquarta, o mercado financeiro já previa que o Copom
reduzisse a taxa Selic, marcando o terceiro corte consecutivo. Na última
atualização, no dia 29 de abril, a porcentagem também diminuiu de 14,75% para
os, até então, atuais 14,50%.
“O ambiente externo permanece incerto em função da
indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no
Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos
até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais”, informou o
Copom sobre a decisão.
Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de
títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de
Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da
economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação
sob controle.
O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto
– comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros
próxima do valor definido na reunião.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende
conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Desse modo, taxas de juros mais altas também podem
dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos
consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos
consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito
fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, afrouxando o
controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia
do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as
perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado
financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC,
analisam as possibilidades e definem a Selic.
