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Heloísa Gonçalves - Redação Folha
Terminou, nesta sexta-feira (8),
o período de 48 horas dado pelos indígenas ocupantes da sede da Fazenda
Tamarana ao proprietário, Eucler de Alcântara Ferreira, que demandaram que um
barracão que guarda maquinários fosse desocupado. O ultimato dos
caingangues foi proferido na quarta (6), quando começou o prazo para que eles
promovam a desocupação pacífica de duas casas situadas no território e
abstenham-se de obstruir o livre acesso do fazendeiro à propriedade, conforme
decisão judicial. Após Ferreira registrar um boletim de ocorrência alegando
comportamento agressivo por parte dos indígenas, a juíza também determinou que
a PM (Polícia Militar) envie efetivo para avaliar a situação no local.
Como consta no despacho da
magistrada Janaina Cassol Machado, da 3ª Vara Federal de Londrina, com a data
de quinta (7), Ferreira relatou que o cenário atual na fazenda estaria “bastante
tenso”, com o risco de agravamento caso não sejam tomadas providências
destinadas a controlar os ânimos dos envolvidos, “particularmente mediante
uma presença mais efetiva de forças policiais no local”.
Detalhando um “novo e
gravíssimo episódio”, tema do boletim de ocorrência formalizado, o produtor
informou que dezenas de indígenas, com alguns armados com arcos, flechas,
foices e artefatos explosivos improvisados, teriam avançado em direção aos
barracões da fazenda, “entoando gritos e proferindo ameaças expressas no
sentido de que os trabalhadores teriam o prazo de 48 horas para retirar todos
os maquinários, implementos agrícolas e pertences existentes no local, sob pena
de ‘não se responsabilizarem’ por eventuais ilícitos, danos ou destruição dos
bens", conforme a petição apresentada pelo advogado de Ferreira.