Casos de picadas de escorpião em Ibiporã nos primeiros quatro meses já igualam todo o ano de 2024

 

Prefeitura intensifica vistorias em imóveis e alerta que limpeza dos quintais é fundamental para evitar a proliferação do animal

Ibiporã registrou 21 casos de picadas de escorpião entre janeiro e abril deste ano, um dado que acende o alerta na saúde pública, pois o número já se iguala ao total de acidentes contabilizados durante todo o ano passado.

De acordo com o coordenador de endemias, Rafael de Paula Souza, a maioria das ocorrências foi considerada leve e, até o momento, não houve registro de mortes na cidade. O aumento segue uma tendência nacional de crescimento progressivo no aparecimento desses animais peçonhentos na última década.

Para enfrentar o problema, o município intensificou as ações de prevenção. Recentemente, agentes de endemias realizaram uma força-tarefa em 268 imóveis de seis bairros onde o índice de aparecimento foi maior, incluindo localidades como a Vila Ipê e os jardins São Francisco e Morada do Sol. Durante as visitas, as equipes orientam os moradores sobre como evitar ambientes favoráveis aos escorpiões, aproveitando muitas vezes as vistorias de combate à dengue para reforçar os cuidados com os animais peçonhentos.

O coordenador de endemias de Ibiporã, explica que manter o quintal limpo é a medida mais eficaz. O acúmulo de entulhos, restos de construção, pisos e madeiras cria o esconderijo perfeito para o escorpião-amarelo, espécie que mais preocupa as autoridades por ser altamente venenosa e de rápida reprodução em áreas urbanas. A orientação é que o morador destine esses materiais corretamente, eliminando possíveis abrigos e fontes de alimento para o bicho.

Caso um escorpião seja encontrado em casa, a recomendação é informar imediatamente o setor de endemias, a Unidade Básica de Saúde ou a vigilância ambiental para que um agente capacitado realize uma vistoria técnica no imóvel.

Em situações de acidente, a vítima deve buscar atendimento médico imediato na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital de referência, evitando qualquer tipo de tratamento caseiro. A atenção deve ser redobrada com crianças e idosos, que fazem parte do grupo de maior risco.

 cbn londrina